NASA/Sonoma State University/Aurore Simonnet |  | Dois fótons, um com milhões de vezes mais energia (roxo) que o outro (amarelo) chegam praticamente juntos |
SÃO PAULO – Previsão de Albert Einstein de que toda radiação eletromagnética viaja no vácuo à mesma velocidade continua válida, diz NASA. Por meio de seu telescópio espacial para raios gama Fermi, a agência espacial pode realizar algumas medições que, pelo menos por enquanto, descartam a criação de novas teorias para o espaço-tempo. Para Albert Einstein, o espaço e o tempo formam um sistema de coordenadas de quatro dimensões. Da mesma maneira que em um gráfico 3D é possível localizar um ponto a partir de três coordenada (x,y e z), os acontecimentos seriam localizados no espaço-tempo – porém com uma coordenada a mais justamente para definir o tempo de acontecimento. A gravidade seria a consequência dessa estrutura. Há décadas cientistas vêm tentando criar uma nova teoria que supere esta e consiga dar conta das quatro forças fundamentais do universo. A que mais se aproximou foi um modelo da década de 1970 que conseguiu unificar eletromagnetismo, a força nuclear forte e a força nuclear fraca. No entanto, não foi possível colocar a quarta força, a gravidade, nela. O problema com essa e outras teorias é que testá-las é bastante difícil. No entanto, os instrumentos a bordo do telescópio permitiram que um modelo fosse testado. Ele prevê que os raios gama com muita energia se movam mais devagar que os fótons com baixa energia. Isso iria contra a previsão de Einstein de que toda radiação eletromagnética – ondas de rádio, infravermelho, luz, raios-X e raios gama – viajam no vácuo à mesma velocidade. No dia 10 de maio, o Fermi e outros satélites detectaram uma pequena explosão de raios gama chamada de GRB 090510 que durou apenas 2,1 segundos. De acordo com os dados coletados, o evento aconteceu em uma galáxia a 7,3 bilhões de anos-luz. Dos muitos fótons de raio gama detectados, dois possuíam uma diferença energética de mais de um milhão de vezes. No entanto, após viajarem os sete bilhões de anos, o par chegou a apenas nove décimos de segundo de diferença aos detectores. Para os pesquisadores, essa diferença é tão pequena que pode ser atribuída aos processos da própria explosão – e, portanto, não invalida a teoria de Einstein. Durante sua atividade, o Fermi capturou mais de mil fontes discretas de raios gama, escaneando o céu a cada três horas e fornecendo uma imagem detalhada do universo. Fonte: Info.Abril |